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ABNER É BICAMPEÃO DO GRAND PRIX INTERNACIONAL DE BOXE


No último final de semana, Abner Teixeira da Silva Junior, boxeador sorocabano se consagrou campeão do 2° Grand Prix Internacional de Boxe, evento realizado nos dias 19, 20 e 22 de junho, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília – Distrito Federal.
O Grand Prix Internacional de Boxe foi criado em 2022, com o objetivo de iniciar um plano estratégico de trazer grandes eventos de boxe olímpico ao Brasil, mostrando que o país tem capacidade de promover grandes eventos esportivos, além de atletas de altíssimo nível, além do evento demonstrar ao público que o boxe é acessível a todas as idades e não é violento, mas sim um esporte que valoriza técnica e tática, representando o boxe olímpico
Esta segunda edição da competição, contou com 49 boxeadores de 5 países: Brasil, Alemanha, Argentina, Colômbia e Panamá, distribuídos em 13 categorias de peso. O Brasil contou com um time de 17 atletas, sendo 13 da equipe principal e 4 convidados, dentre eles, estavam os 10 pugilistas brasileiros classificados para as Olímpiadas de Paris 2024.
O campeonato ocorreu em um sistema de todos contra todos, logo, foi uma ótima oportunidade dos atletas ganharem ritmo de lutas e ajustarem suas estratégias para Paris, visto que foi a última competição para os lutadores antes das Olímpiadas.
No primeiro dia (19), antes da realização dos primeiros combates, ocorreu o congresso técnico do campeonato, no qual foi definido que todos os competidores precisariam usar capacetes de proteção, por conta da proximidade do torneio com os Jogos Olímpicos.
Ao final dos 3 dias de competição, a Seleção brasileira de boxe conquistou o título de melhor equipe, com 12 cinturões das 13 categorias da competição. E um desses campeões brasileiros, foi o sorocabano Abner Teixeira, que consagrou-se bicampeão do Grand Prix Boxe.
Abner – atleta que iniciou sua trajetória no boxe no Projeto Social “Boxe: Uma Luz para o Futuro” da LISOBOXE em Sorocaba, estreou no Grand Prix na quarta-feira, dia 19, enfrentando Joel da Silva, brasileiro da equipe mista e atual campeão brasileiro, que mesmo perdendo o 1° round por pontos, buscou incessantemente a vitória e ganhou o 2° round, porém foi derrotado, por decisão unânime, no 3° e último round.
No segundo combate, dia 20, contra o colombiano Sebastian Murillo, Abner conseguiu utilizar muito bem sua estratégia e = dominou todos os rounds, ganhou por decisão unânime dos juízes.
Após essas duas vitórias, chegou na final com o atleta da Alemanha, Nikita Putilov. Os superpesados fizeram um belo combate, de altíssimo nível e muito equilibrado, no qual Nikita iniciou com uma vantagem na pontuação do 1° round, ao atirar um alto volume de golpes efetivos, porém, Abner virou jogo e pressionou seu adversário nos dois rounds seguintes, assim vencendo por decisão unânime e conquistando o título de bicampeão do Grand Prix Internacional de Boxe.
Todos os confrontos foram transmitidos e ficaram salvos, podendo ser acessados no canal da Confederação Brasileira de Boxe no YouTube:

Abner fez um comentário sobre a sua luta da final: “Foi uma luta muito dura contra um adversário de altíssimo nível. Já tive a chance de enfrentar ele outras vezes, fazendo sparring, então é um cara que definitivamente já me conhecia, mas eu estava bem consciente, bem tranquilo, subi lá, fiz meu trabalho, até quando perdi o 1° round de 3 a 2, mantive a calma, foquei na estratégia que o Mateus (treinador da equipe olímpica permanente de boxe) falou e continuei insistindo. Geralmente não ouço muito a torcida, mas dessa vez eu ouvi tudo, estava bem consciente, isso foi diferente e bem legal, espero que aconteça muito mais vezes!”.

Posteriormente também agradeceu a torcida e comentou mais sobre o campeonato:

“Pessoal, passando para agradecer todo mundo que torceu e acompanhou o campeonato no Youtube, pessoal que foi lá no Nilson Nelson torcer presencialmente, fiquei muito feliz de ver o pessoal de Brasília indo lá e saber que acompanham o boxe e conhecem a gente e nosso trabalho, fiquei feliz demais! Trouxemos um ‘cinturãozão’ bonito que tem muito trabalho duro envolvido, um termômetro bom para os jogos olímpicos.
A luta da final para mim foi boa, me puxou lá no alto, o gás (fôlego) e tudo, concentração. Joel também me deu uma luta muito boa, fez eu usar alguns planos táticos e algumas técnicas diferentes, então quero agradecer o Joel também, que está comigo no dia a dia. Agora voltamos para São Paulo para continuar o trabalho, depois pré-games e como diz Mateus Alves: ‘não temos tempo a perder, vamos que vamos, daqui a pouco é Jogos Olímpicos!”.
 
O Professor Vladimir Juliano de Godoi, que formou Abner no começo de sua carreira na Lia Sorocabana de Boxe, deixou o seguinte comentário: “O meu sentimento é de muita alegria, em primeiro lugar pelo Abner, um atleta que teve o início de sua carreira aqui em Sorocaba, no nosso projeto, um atleta que eu vi crescer trabalhei muito na formação dele e hoje poder acompanhar toda essa desenvoltura, essas realizações dele, mesmo que muitas vezes seja de longe, é muito gratificante! Então fico muito feliz por ter a oportunidade de ter um atleta e hoje um homem, com a história dele. Me deixa muito feliz, me sinto muito abençoado com isso, Eu tenho um trabalho de referência, de qualidade e excelência, mas poder acompanhar a ascensão de cada um desses homens e mulheres que fazem parte da Liga, é muito gratificante. No caso do Abner, por se tornar um exponencial hoje, de alto nível no boxe nacional, é algo que deia bastante feliz.
E o que me deixa ainda mais esperançoso com o futuro do boxe, em especial nosso trabalho aqui do Abner, mas quando você olha para uma seleção, uma geração como a que a gente tem hoje, um trabalho de atíssimo nível realizado nos últimos anos pela CBBOXE, por toda a comissão técnica, o Presidente, coordenador técnico, isso reverbera muito em nós, então com certeza essas conquistas não é uma coisa corriqueira, não porque a competição é no Brasil, que a seleção brasileira foi bem, porque já foi muito bem no ano passado, esse ano conquistando torneio importantes, continentais, por equipe, no feminino e masculino, sendo uma das seleções que mais classificou atletas para as Olimpíadas, ficando atrás apenas  da Austrália, então não tenho dúvidas que essa é uma geração muito vencedora, promissora, a melhor geração, na minha opinião, que a gente tem de todos os tempos no boxe brasileiro é essa que está indo para as Olimpíadas agora e tenho muita expectativa de que essa será uma seleção que vai deixar um legado muito grande pro boxe brasileiro e que vai trazer muitas medalhas, vamos quebrar recordes de medalhas, se Deus quiser, nas Olimpíadas desse ano.”
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O brabo tem nome🔥🔥

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